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Sobre
flores...
Raras são as flores belas que
Peçonhas de potentes venenos não tem
À essas poucas me aproximo e toco
Às outras, peçonha é defesa, é crença ou é razão
Desnecessário o veneno como assim é explicação
Suas pétalas, caules e aromas atraem e traem
Seus venenos - suas dores inconscientes
Faltam-lhes amor como excede-as temor
Em nenhuma, afiados espinhos faltam
Das belas, todas possuem-nos aos montes
São alvos de colhedores de mil faces
E desses, os rudes, colhem sem sentí-las
Consciência e pureza fazem boa colheita
Entre as pétalas e caules entrelaçados
Vez ou outra, rasga-se a pele
Sente-se a dor e o sangue escorre
Respeito às flores é lembrado
É da dor que elas fogem
E pela dor nos mostram
Quanto maior seus dissabores
Pelo que verso, sabe-se que vivi
O rasgo, o veneno, o sangue
Marcas, lembro, mas consciente enfim
De que feridas doem mais por dentro
Do acre limão do norte veio uma flor
Alva e enferrujada, bela e sorridente
Espinhos, como em todas outras
Essa há de ser mais rara e bela
Intocada onde mora seu bem maior
Me tirou da febre e da cegueira solitária
Motivo me deu, a agora minha flor
A ser mais, melhor, com água, sol e amor.
Deixo, às que antes me rasgaram, perdão
Às que, sábio, evitei, compaixão
À ela que deixou-me cuidar-lhe
Tudo que me houver no coração
- Pra você, "Freckles".
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